Poderia ter sido mais uma manhã qualquer, mas
era 28 de julho de 2016 às 09:50 horas. O sol reluzente e a agitação turística
uniriam dois mundos desconhecidos. Não demorou muito, ocupando a mesma condução
e o mesmo percurso para que a vida me revelasse a presença de novos seres. No
anonimato, as observações de um psicólogo por Natureza mais uma vez foram
inevitáveis. A visão de um pai, jovem e muito feliz, com o coração e o espírito
em perfeito equilíbrio e harmonia, se tornaram a paisagem vistas pelos olhos e
jamais se quer imaginada.
A recordação deste dia leva a crer que seres de
luz existem, a alma se expressa no semblante facial tranquilo, na respiração
impulsiva e no calor corporal estonteante, minha sensibilidade aspirou até seu
cheiro. Quanta simplicidade, imagem pessoal bem trabalhada, caráter digno de
admiração e respeito. A idade neste caso não é sinônimo de experiência. Suas
mãos firmes revelam traços de um caçador alpha, mesmo não confiando em si mesmo
sabe a hora adequada para atrair e devorar a presa.
Dono de uma vida difícil, acorda diariamente
com a esperança de dias melhores, portador de uma Fé inabalável, seu foco nos
estudos somados a distância do seio familiar testam constantemente seus
limites. Se julga anjo, mas sabe as horas de guardar a auréola e acomodar as
asas. Impossível esconder sua presença maliciosa de quem deseja saciar as
próprias vontades e desejos mais íntimos e secretos de sua espécie.
Poucos sabem de sua existência. Ele se preserva
no anonimato, simplesmente porque desconhece seu poder oculto. Só o tempo pode
mostrar este jovem as transformações necessárias para sua completa satisfação.
Enquanto isso, os traços aflorados de alguém extrovertido e feliz, que se
expressa como se estivesse unindo o útil ao agradável. Ao final do dia, vi seu
corpo desnudo, seu jeito desconfiado com bom humor, o sorriso discreto. Mesmo
no apagar das luzes, em meio as cobertas ele brilhava como uma estrela pousada
na superfície terrestre.
Senhor Vanrraus
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